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Faina da Descosedura

Sou faina diária,
perco pelo laço,
ganho na postura,
empato como despreparo,
mas divido com os párias.

Sou trama marcada,
apoio de ombros,
que são sombras,
e dúvida de todos:
lá onde o sol se
põe
em arcos dourados
e filetes de luz.

Tenho achados
e perdidos em meus
braços.
Argos
de palha e flâmula
dos arrependidos.

Tenho viga de aços
atropelando
meus sonhos que,
se envolvem com alguém
mais,
que se oculta
em portas ocupadas.

Na faina dos perdidos,
me coloque em primeiro
lugar;
tenho folga para pensar
e todo amor para ganhar
ou,avesso-rei,deixa prá lá.

Na minha faina
não ganho dos
perdidos:
eles são mais audazes,
e eu só engantinho
nas centenas de
ocasos.

Sou sobras e faino
minha alma
no doce pensar,
na fácil graça
que em sua face
desponta,
para o amigo fácil.

Sigo agora sem laço
para o lado dos esquecidos.

Se quiserem,um dia,
visitem este parque:
ele faz parte de minha trama:
da faina da descosedura,
onde todos pisam até com
muita arte.

Mas não sabem que,no fundo,
eu me guardo lá:
na eterna trama da descosedura !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 06/05/2006
Código do texto: T151172
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel