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Vida de poeta.

Sem cara
Protagonizo o nada
ambulante como um poste
qualquer lugar
é minha morada
estou sem senso do destino
não sinto a dor do amor
não posso ter sentimentos
por isso todos passam
e não me vê
acho que sou invisível
estou morto e não sei
furo as minhas veias
e o meu sangue
tem a textura de sorvete
e procedendo rumo ao gelo
na ultima pontada
de dor na cabeça
paralizada pela temperatura
talvez apareça a ultima chance
de mostrar que o meu coração resiste
e pode virar um vulcão
emanando poesias
para nunca se perder a esperança
aquela que num fio
pendura-se para não morrer
com uma possível desistência
desse poeta.
Condor Azul
Enviado por Condor Azul em 06/05/2006
Código do texto: T151589
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Sobre o autor
Condor Azul
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 54 anos
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Condor Azul