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Mulher de Amar

ao longo da
discódia
nunca houve
afagos.

ao longo do
caminho
menos sol,
rubra lua,
caminhos
tortos,
ficheiros
de breu,
andam sempre
juntos.

sem se falar,
sem se dar.

ora!
calça a bota
que eu visto
a sola!

cair,
sim senhor,
caimos!

se deu
grito
é de dor.
senão,
foi a
paz
que antes
chegou,
com a bandeira
em cruz.

ora,pois!
dúvidas
a gente tem.

desconfianças
nos assolam,
rasgos
de perguntam
do
porquê,
e porque
daqui pra
frente
eles só
sabem
fazer
e untar.

o tempo
deixa passar,e
mais tarde,
ele se apressa
a cobrar.

e se cobra!

dívidas dos
comuns,
afeitos
à graça
do amor,
refeitos
à sombra
dos jamais
que nunca
viram
cor!

rubra a febre,
empesta de ramos,
que é só dor,
que até
fere a
pele.

um dia eu,
outro você!

caminhar
juntos
só em pensar!

o que nos separa
é mais forte,
temido de
guerra,
premente,
e sem medo.

não teme gemidos!

o que nos separa
é a fonte.
o que nos une,
é a ânsia
que não
atravessa
ralas
pontes.

fui prum lado
você pra outro:
de dois em
dois,
nos largaram.

você pra lá,
eu pra cá.
sem poder
ao menos
poder achar.

hoje,o tempo
se passa e
bem longe
nos deixou.

não sei mais quem
você é;
duvido que eu
saiba quem sou.

no mais,
espero que a vida
rode
e cheia de
de repentes,
você me enlaça,
enquanto canto
a ode.

Porque, no fundo,
sou trampolim
da roça,
e festa de saudade.

é comigo mesmo:

sou afeito
à fogueira
de pular,
da batata
do comer,
e de mulher,
junto,
só prá amar!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 07/05/2006
Código do texto: T151717
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel