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UM BRASIL QUE RESISTE

Quem cala não consome
Boca fechada não come
Não conta
Não condiz com a política prevista
Está fora da estatística
Não contribui para o fluxo do caixa.

Com dor não se paga
Não se abate a dívida dos credores.
Bird, G8, FMI. Donos do Brasil...
Quero que vocês vão todos pra puta que pariu

Quem não consome não conta.
Quem não come não diz
Não representa
Não condiz.
Não chove na conta do FMI

Se não pensa não conta
Se não se educa não se nota
Não incomoda.
Se não participa é nulo
Apenas um duro que dá tudo em juros
e quita as contas nas Casas Bahia

Se não se toca ninguém nota
Enquanto levam minério
Ouro prata e diamante
A Mata Atlântica
Se marcar a Amazônia
E a orla da praia
Se  ficar assim
Amplia-se aqui o Império
Já levaram o grosso do ouro diamante e da prata
Agora levam minério e a soja
Se você não se toca
Não se coaduna. Fica só no concorda
Não vai ficar nada
Pois a mamata está armada
Essa trama, esse nó é maligno.
Tem dó!

E com dor não se paga
Não se abate a dívida dos credores.
Bird, G8, FMI. Donos do Brasil...
Quero que vocês vão todos pra puta que pariu


 O BRASIL DANÇOU NA CURVA DO DESTINO

Na curva do destino o Brasil caiu de quatro.
Na curva da história o Brasil dançou
E se tornou terra inglória
Do rouba e leva e ninguém fala.
Hereditária capitania
O passado presente, que do futuro subtraí

Na curva da história o povo do Brasil dançou
Sangue, sol e suor
Degredado foi patrão
Índio escravo no seu solo
Quem levou e leva nosso ouro?
Quem subtrai nossa mata?
Quem nos engana. Quem nos rouba?
Quem nos faz trôpegos  há tempo nos mata?

Quando isso irá mudar ?
Encurralar Cabral no livro de história.
Impedir a invasão. Destruir suas naus..
Impedir o roubo da terra e dos índios a alma.
Adiar o bacanal na terra brasilis. Fazer a guerra.
Fora com a farra Cabral!
Esse foi o grito que a história negou
E o legado deixado foi o  medo e o subalterno destino.
Desatino Brasil.
Desafio a vencer:
Revelar a traição de quem nos destrói,
De quem não quer o povo liberto,
Desperto, anticolonial.
Brasil pandeiro.
Brasil terreiro.
De todos os povos o primeiro.
Mas que precisa ser rei no seu reino.


Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 07/05/2006
Reeditado em 22/05/2006
Código do texto: T151836

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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