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FANTASMA-POETA




Fez-se a luz
Da aurora contida numa vida

Fez-se a poesia
De uma vida contida numa aurora

Foi-se a luz
E a alma do poeta vagueia
Pela estrada que margeia
As sendas do umbral

Foi-se o poeta
E as poesias choram
Junto às mulheres
Que por ele imploram

É preciso deixá-lo ir
Ainda que amado
Pois espírito tão nobre
Não pode ser contido

Que ilumine os céus
Que apague o fel
E derrame sobre elas
Todo seu puríssimo mel

Fantasma-poeta, ser errante
Das profundas emoções perdidas
Vai além das vozes noturnas
Muito além de uma vida
No céu brilha e luz da lua
Aqui na Terra, há de brilhar luz tua
Mas como fantasma ,
o poeta não fagulha
e como poeta, virou pomba
que não mais arrulha
Denise Severgnini
Enviado por Denise Severgnini em 06/05/2005
Código do texto: T15192

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Sobre a autora
Denise Severgnini
Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil, 57 anos
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16 áudios (8882 audições)
311 e-livros (34109 leituras)
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