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Tragos e Brados

Tenho uma caçula
esperança;
tenho fé que pode nascer,
novamente em mim:
o broto do amor.

Hoje revivo o fácil,
que remói o calor dos
alentados e sem memória.

Sobreviventes
do dia seguinte!

Se corro aço,
faço por inquietude
do irmão
que se apredreja
na noite dos
bem suados.

Lá estive e
me embriaguei
de pura solidão.

Afinal,
cólicas do menestreis!

Toda noite é noite,
todo dia é o seguinte.

A faca não fica,
rola e disfarça,
corpo adentro -
maestro de feridas!

Onde brada
de todo, os sozinhos,
brado eu,
incógnito
a procura do que foi
miragem.

E foi na noite
que, surpreso,aprendi.

Cata aqui, morre lá,
mas todos compensam
sua dor,
em tragos de moldura
dobrando cálices
quebradiços.

Se eu fosse eu,
fugia daqui
como monstro desavisado.

Aqui não fico mais,
nesta terra de deserto,
onde até o amor
não consegue existir.

Brado eu!
Foge dentro de sua fuga,!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 09/05/2006
Código do texto: T152900
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel