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Lágrimas Comuns

Nosso amor
viveu pouco:
teve ontem e
hoje, e nunca desbotou
para o amanhã.

Entre rosas, vinhos
e passas, arguto, se
escondeu no tempo,
e nunca mais achou
seu caminho.

Nosso amor foi amor
de verdade:
teve lua
e pipoca-doce,
teve vida e morte.
mas, desbravado e
impetuoso, nunca teve sorte.

Lutamos desmerecidos
pela sorte,
das entrelinhas das estrelas
já se percebia seu porte.

Viveu ávido pelo tempo
que a gente não sabia marcar.
Mas, aconteceu,
um dia antes
e dois dias depois,
por falta de alento,
ele acabrunhou.

Foi uma história de dois
muito simples.
Você se acabou com
outro homem
e eu vivi destruido
por outra -
- tudo no dia de ontem.

Se teve que ser assim
paciência! Se lança!
Cada um prá seu lado.
Nesta valsa não tem dança,
o par ficou só,
o sonho desabou,
e a vida continuou
sem sabor!

Mas que fazer?
Eu tirei o ás de espada
e você a dama de ouro.
No caos de dois,
morremos, cada um prá seu lado
cada lado uma parte,
e cada parte,
desenhou uma lágrima.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 09/05/2006
Código do texto: T152906
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel