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Morte

Repudio a morte abrupta,
insípida, inesperada;
o final da trilha sem prenúncios,
de estalo, como um susto,
sem saber que me vou.
Que venha a mansa agonia
e o lento desmoronar:
o desfilar de amigos,
o choro dos parentes
e os papéis em ordem;
a tentativa dos médicos,
a conferência dos Mestres
e a consciência do fim.
Espero a despedida lúcida
vendo, nos olhos de cada um,
o início da sauidade.
Apreciarei latas de biscoitos,
ramos de flores
e carinhos passageiros.
Escolherei roupa nova,
música, igreja
e padre à moda antiga.
Quero o tempo parado
no dia em que me for,
tendo os olhos de morte
e mãos de ressureição.
Maria Luiza de Monteiro Marinho
Enviado por Maria Luiza de Monteiro Marinho em 09/05/2006
Código do texto: T153296

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Sobre a autora
Maria Luiza de Monteiro Marinho
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Maria Luiza de Monteiro Marinho