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Pelo Simples

Canto o canto dos dias,
canto os pássaros,
a meiga paisagem,
a torta de amoras,
canto a faina dos
homens embriagados.

Canto o próximo como se a mim
fosse um pedaço de outro eu,
entrelaçado por fortes
cordas de amores cedidos.

Meu canto é seu canto,
minha voz é a sua,
meu desejo é vovê.

Mas que fazer?
Dúbia encruzilhada
armou deuses
nada patrióticos.

E como nasce o
sol de repente,
sem remendos,ela disse
adeus.

Pura história simples,
sem estrias.
Só dor de amargo.
Dor sem fim.

E pensei comigo:
só na Somália!
Descobre-se a morte
dentro da vida.

Aqui, no meu canto,
de pouca valia,
e nenhum dengo,
peço por ela.

Dê a mão
e cruze meu destino com o
seu.

É fácil: é só atravessar
um imenso campo de trigo
e, lá no final,
você vai encontrar um rútilo
espantalho.

E disso que faço da vida.
Ou que a vida fez comigo.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 10/05/2006
Código do texto: T153480
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel