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carpido

esta quietude
tomara que fosse um grito

assoma-me agora esta nostalgia
como se séculos se sucedessem
e eu perdurasse amordaçada

sentimento escusado
pois poderia ter a lua e as estrelas
o mar que neste ocaso me acalenta

é de um nada e de um tudo que me lamento
como se balançasse ao capricho do vento
inigualável sensação de desequilíbrio

e aonde vou esgaravatar o resto de um alento?
careço dele como de cada refeição

está angélico o mar
prateado com o sol a premeditar perder-se nele
os meus olhos cravam o absoluto
aspiro-o neste sufoco
enquanto ainda o mereço

lunapensativa
Enviado por lunapensativa em 07/05/2005
Código do texto: T15397
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Sobre a autora
lunapensativa
Portugal, 44 anos
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lunapensativa