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A MORTE DO REI




Mata o Rei o centurião.
Não concorda, nem discorda, nem gosta.
Dentro dos ferros, o coração
Descobre a fome, a verdade, mas morta.

Tarde é o reino. Amanhecido
Esperou só no pátio. Urdiu
Destronar o carrasco. Perdido
Belo gesto tardio.

Não se enforque nas árvores das cercanias.
Não é preciso matar o já morto.
Representou vão amante. Podias
Deixar ao Juízo, tal Rei, tal esforço.

Sabes que não terás prêmio. De vencedor
Terás fama. Mais que preciso
Teu destino. Descido
Do nada Ele vem vindo. O vingador.

Rui a cidade de pedras. Não sobrará
Ela sobre ela. Viu antes leito envolvendo
A amada. Saiu, não terá
duas camas, nem nada. Volvendo.

Rasga o livro, ò poeta;
Não deixe na história tal fato.
Mui bem assim tu acertas
Ao esconder dos vindos tal fato.


Preto Moreno
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 12/05/2006
Código do texto: T154886

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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