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Garras de Leão

Alvoraça o vento
frenético
às bordas
do balcão dos encontros,
nas escadas dos falidos
nas mesas arrendadas pela solidão.

Sou sempre meia-noite,
quando o corpo gargala
na imensa solidão.

Me posto igual a
toda gente
sem ser natureza,
só em comunhão,
cheio de garras
como um leão
azul.

Sempre de copo,
leviatã dos fantasmas!

É meia-noite:
diabo no corpo,
um copo cheio
de ansiedades,
um corpo rente, bem rente,
vizinho do Inferno.

José Kappel
Enviado por José Kappel em 13/05/2006
Código do texto: T155206
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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