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O LIVRO

Sou sanguessuga voraz que suga
Das brancas folhas os negros caracteres,
E como tenaz garimpeiro me debruço,
Para garimpar tantos tesouros escondidos.

E quando sinto, do querer saber, a punhalada,
Estanco, num átimo, o sangue sofregamente
Entre as linhas, que são finas iguarias
De banquete regado a vinho do conhecer.

Nave que me transporta pelo universo,
Professor que me ensinou a fazer verso,
A questionar a dualidade céu/inferno,
Milenar história que jamais findará.

Dourada chave que abre meu horizonte,
Que me fez, quando menina, chorar
Com a pobre Cinderela no borralho
Presa pela mulher de mau caráter.

Nele não há tédio, só movimento, ação,
Emoção que embriaga e faz pensar...
É um monstro dos milênios cruel e delicado,
Amigo, companheiro, um querido irmão.

Dedo que aponta da sociedade a injustiça,
Voz que pela paz solta estrondoso grito
Que vive e ecoa por trás de cada escrito
Do LIVRO, ouro que nenhum gatuno quer.

26/10/03.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 08/05/2005
Código do texto: T15550

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão