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trovas-3

Liberdade, gosto ardente,
Campo aberto a reflorir
Sem o impulso interferente
Tendo um desejo a explodir

Liberdade, bem comum
De valor ilimitado
Direito de qualquer um
Que deve vir destacado

Sinto-me como perdiz
De vez em quando me encalho
Naquele anúncio que diz:
O nome dele é” trabalho.”

Trabalho já foi nobreza
Mormente, agrura se fez;
Trabalhar hoje é destreza
Tamanha é a bruta escassez

Quanto mais há desemprego,
Mais carência e sedução
Empurra o homem ao degredo
E mais policiais em ação

O progresso só vai bem,
Juntando união e prazer;
O trabalho traz também
Comoção e bem-viver.

Trabalho grito de guerra
Que o homem público esquece
Pois é lá que tudo emperra
Quando o ocioso o decresce

Ontem foi o dia da caça
Hoje é o dia do caçador;
Um ano vem outro passa
Só não passa nosso amor.

Quem canta os males espanta,
Mas depende da canção;
Se o canto o mal desencanta
É melhor não cantar não.







Zecar
Enviado por Zecar em 08/05/2005
Reeditado em 20/07/2016
Código do texto: T15556
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Zecar
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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