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Mania Dela

Por simples mania dela,
dengosa,roçada,
sempre atiçada pelo vento,
que dos céus sei que não vem;
vive no meu costado já cansado.

Por mania dela,
de viver sempre das guloseimas,
de vestidos encarapuçados,
do modismo de todo o dia,
e da falsa presença dela -
que nada mais fazia, sem falta!

Era o que me restava.

Eu, rude cavaleiro
de duas rédeas,
vivendo num corcel alambrado de fogo,
de cor branca - rústico e
tresandado,
só fiz por deduzir
que algo de errado
acontecida entre meu céu
e a terra dela.

Por passar rápido,
tempo do qual não me desfaço,
percebi,
que mulher errada, prá ficar,
tem multidões ensolaradas;
estão à solta como pandemônio!

A certa prá amar,
tem poucas e vivem além
do horizonte.

E de tanto perder,
resolvi um dia deixar
prá lá,
arrumei minha carruagem
e disse:
se queres a mulher certa
trata de correr e cansar;
se queres a mulher errada
prepara o algoz e aperta,
pois o mundo tá cheio delas:
vivas,pomposas,vazias,sem donos,
carregadoras de prazeres
e muito espertas !

Foge delas enquanto é tempo,
corre delas pro mundo adentro!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 15/05/2006
Código do texto: T156332
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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