Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Apaziguado da Flor

Manuela,
de corpo simples,
moldado de mulher,
cor morena de enfeite,
lábios avermelhados
prá beijar sem desfeite!

Manuela é o começo
do rio que corre
na minha vida,
cheio de apelos.
É o riacho ameno
onde dorme
meus anseios.

E se não for
por isso dizer,
é onde acalmo
meu corpo
nos seios dela.

Manuela é corrida
da vida,
corrida contra o vento,
estrela mágica onde
violinos, logo mais,
acalentam seu
estar.Ave e bento!

Amena é ela!
E calma Manuela!
O trem vai passar!

Agora, sei por mim,
que ela é cheia de doces,
sem mazelas.
Mulher de verdade
que me lembra até
estar em piedade!
Manuela é vista de todos,
é barroca no andar
uma viola de tocar
aos beijos,de amar!

Estagiária da vida,
vai Manuela por este
mundo afora
à procura de seu
castelo
todo enfeitado.

Pois é!
É dela.
Da Manuela!

que nunca será meu ocaso!
que nunca será minha saída,
será sempre minha
porta de entrada
pros feitos dela:
saia de azul
blusa cor de branco!

Mal sabe, Manuela,
que tal casa,
que pode ficar
até em Ontário!
É meu corpo,
sangue vivo meu,
sem destaque
e seleção,
sem prova dos
contrários

vai, Manuela
pára de sofrer,
isso abate nós dois
sem azuela!

Tristeza repentina
é coisa de mulher,
ainda mais pintada
de Manuela!

Ela fala
um Straus sem
orquestra,
e conta amor
cheia de pingos
de orvalhos,
que meneiam
à noite em seu
rosto de mel.

tem soluço de
terno querer.
por isso é manuela
meu eterno viver!

vai manuela
atrela seu corpo
em meu dorso
quase senil e
meio já torto!

mas, importância
não tem. manuela
falando
é viva e eloquente!

grita
de amor, manuela!

pois manuela é minha ânsia!
é tudo que quero,
pra um dia morrer
rindo de feliz com
anjos me zelando!

e um dia, antes
do sol nascer,
antes dos pássaros
poarem o céu
de grunhidos e
esfomeados,
vivi à noite
com Manuela.

que noite!

tal e qual
manuela.

não faz poar
prá perder.
gira igual a
uma estrela
a procura do
vago,do claro,
do bólide
que chameia
e corta!

pois é!
tal e qual
vivo e quero:
fez agradecida.

como a flor faz,
a ser acariciada,
e beijada
até exaurir
o saciado!

e viva prá mim,
que esta mulher
é manuela!

a namorada
que sempre quis.
o desejo guardado
dos homens queridos
esvoaçantes e alados.

por tudo,
manuela,
é a entrada
da vida!
o retrato
enbelezado!

E esta é Manuela
roda do meu mundo,
rosa de meu caminho.

e por isso ao contar
tal história,
faço por ela,
e não mais por mim,
pois gosto de andar
em seu passado
tão azul-anil!

E esta história
fim não tem:
é uma só.

É um pouco da
vida de Manuela
que lá conto.

manuela segue pelos
caminhos,
e meiga em seus passos
com trejeitos
de ser muita mulher:
muito doce nesta água
santa!


A história termina aqui
com Manuela rindo afora,
abrindo caminho de rosas,
prá meu desfile de orgulho
apresentar a tal povo.

ora, ora..
é manuela,
nunca arrependida,
de três voltas
na praça,
mostrando prá
mim,
que o amor
não tem medidas!

não é par de flor,
prá seu zé
tirar e por
da vida dele,
sem qualquer
tino e dor!

voa manuela !
voa pro azul
infinito!

você foi feita
de orgulho
na longa estrada
dos apaziguados.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 15/05/2006
Código do texto: T156334
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
2147 textos (26782 leituras)
1 e-livros (125 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 10:50)
José Kappel