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Plena Ternura

Céu azul,sem luz
prá brincar,
sem fogos
prá soltar,
minha terra;
um pedaço de
ondem vim
prá nunca chegar !

Minha terra,
vestida de gente
agreste e de cigarrro
de palha.
Minha terra,
de ruas de pedras
e uma igreja no sopé.

Foi lá que cresci:
entre vários bondes,
uma estação de trens,
um banco de sentar
na pracinha empertigada
lá longe, bem longe.

Foi lá, entre arvoredos,
chamegos e clarões
que conheci Maria das Dores.
Foi lá que vivemos um bom
pedaço de terra.
E conhecemos a luz!

E foi lá também, quando,
a idade nos chamou de gente,
que Maria partiu
prá sempre, entre
choros de partidas
e abraços de lampejos.

Foi depois disso
-nem lembro a idade -
que perdi Maria,
perdi metade do que
não tinha e ganhei
um espaço de vazios,
no espírito sem mais ninguém
mas de profundo amor.

Chamam isso com orgulho -
e chamam bem - de
lastro de saudade
de rósea e plena ternura!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 15/05/2006
Código do texto: T156335
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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