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CANÇÃO DE IMPROVISO


Hoje, ao meu coração é dado conhecer o infinito,
tocar no intangível e arriscar sonhar o impossível.
Tem toda uma primavera inteira.
Não foi só emoção, tão pouco por um loco prazer...
Essa canção de flores mensageiras.
Estou num jogo de cartas de adivinhação,
procuro uma cigana que saiba ler o meu olhar e não
a minha mão Mas só vê o que é mais fácil..., Verdadeiro
de acreditar...
Amor, traição e cansaço, mas tudo na contramão do compasso.
Não consegue entender o mais profundo d´alma
Um pedaço de céu entre nuvens sem chuvas
Um céu acoplado ao sonho, nas minhas mãos um pincel
da criação, uma visão arrebatadora, como a pintar o espaço
em gravuras na imaginação do cego.
Esse meu canto de improviso, feito a todo riso.
Mas as mãos enganam a mágica e o feitiço
Porque adivinhar é não poder sonhar uma poesia.
É saber da emoção tendo chorado primeiro.
É apenas vida que eu quero ter, muita vida apesar das duvidas.
Andando por ai, me dando a pretensão de buscar entender
Um amigo ou a coragem que move um poeta na morte.
De dizer em qualquer parte:
Sou assim, meio poeta, meio bandido
Artista que não representa
E nem  apresenta sua própria arte,
Como arte sua.
Jose Carlos Cavalcante
Enviado por Jose Carlos Cavalcante em 16/05/2006
Código do texto: T157217
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Sobre o autor
Jose Carlos Cavalcante
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
730 textos (54065 leituras)
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Jose Carlos Cavalcante