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Duas Vezes

Desvenda o corpo,
como se uma abre uma flor,
redoma as mãos e
faz delas
uma aventura de mim.

Nãa é pedir muito,
para quem já tem pouco;
Não é pedir demais
prá quem beira o louco.

Abre o espírito iluminado
e faz dele um pedaço de mim,
desdobra a vontade,
e, de armadura em mãos,
acabe por dilacerar
os frutos que morreram
quando me viram nascer.

Se peço pouco, é porque
sou ralo de mim.
Não visto coroa,
nem mendigo por
estrelas,
ou faço delas
esperanças.

Na verdade,
na verdade,
minha amiga -
que ouçam os mítigos
do amor,
o que queria mesmo,
é por um minuto,
roçar minha vida
com a sua.

José Kappel
Enviado por José Kappel em 17/05/2006
Código do texto: T157551
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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