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Roça de Vida

Fausto dos deuses
do norte,
que se escondem
por trás
do pávido movimento
da vida e da morte!

Sorte sua...
Sorte sua,amigo.

Não prover de minha vida,
nem dela querer receber!

Se há uma esquina de vindas
lá moro eu,sem perceber!

Há luzes fortes,
outras,meias-luzes,
feitas de papel de seda
que ofusca igual a um holofote!

E o meu povo
não cansa!

Não cansa de perguntar:
João..João..- sou eu -
onde está sua mulher
zebedeu?

Digo que não sei
de mulher nenhuma,
nem daquelas que
muito se arrumam!

É faina se meter neste
antro
de mulheres quase nuas!

Mas se fizer, faça de repente!
Tão de repente que você não sente!

E foi num minuto que o sol deixou
de nascer,
e lá foi meu minuto morar
na casa do outrora,
bem daquele que não tem sobrancelha
nem pente!
Mas, dizem, é bonito igual a um enfeite!

Bem, quem dançou vestal,
nesta roça de vida,
fui bem eu
- o seu João -
que um dia acreditou
ser bem amado,
ser muito querido,
mas hoje virou
pedestal de criança
brincar de infância
lá no resto da
pracinha de outrora!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 18/05/2006
Código do texto: T158086
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel