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Almas sem destino

No tempo em que não há Sol
escuras manchas cobrem o céu
às pragas desdobram-se corpos
míseros cantares sob um véu

flagrantes ninar de dores
acalentando sobras de vida
nefasta confusão de cores
querendo iluminar feridas

miseráveis vícios desfalecidos
nos quebrados cantos da sina
homens por deuses esquecidos
cantam lamúrias com alegria

brilhantes ventos do destino
neviscando os olhos tristes
de fatigadas almas em desatinos
persistindo em morte cega

emaranhado de vidas tortas
dourando a noite às escondidas
são brilhos de almas mortas
divagando em largas avenidas

miseráveis, todos somos
ante o véu da hipocrisia
incontida no descaso
reproduzido na ironia

Até onde irá este matírio?
Existirá mesmo o inferno?
Ou será que neste espólio
há luar para delírios???

NENINHA ROCHA
Enviado por NENINHA ROCHA em 18/05/2006
Reeditado em 28/05/2006
Código do texto: T158580
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Sobre a autora
NENINHA ROCHA
Guarapuava - Paraná - Brasil, 56 anos
310 textos (10916 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 19:37)
NENINHA ROCHA