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Tudo Passando!

Pois é.Não está nada igual
ao ano passado,
neste mesmo tempo
e lugar.
Nada igual.

As flores passaram,
As estações se confundiram,
Os homens,honestamente,
continuaram suas guerras.

Mas o sol e lua
impassíveis -
confirmaram serem iguais.

Tudo igual ao ano que já se foi;
pois quem está morrendo já era.
Quem está indo não espera.
Quem foi já virou era!

Mas espera!
Tem coisa que ficou.

Ficou um pouco dela,
bem nascida no ano,
ficou o rosto dela,
dançando no meu;
ficou, longe, mais ficou,
muitos agrados de perdizes,
muita alegria esfuziante.

Ficou um pouco de dor, vá lá,
isso ficou.
Mas já está passando,
pois uma coisa encobre a outra.

Que culpa tenho se me deixaram passar
mais um ano!
Deixaram e, de longe, vi,
que passar não é nada bom, pois outro
tempo vem ai,
E sei lá que tempo é esse?

Mas no fundo, bem no fundo,
fica tudo igual.

Faz quem tem que fazer!
Alguns saem até de lazer!

Pode quem pode!
Senão pego meu bonde
e vou pro outro lado do mundo
que fica do lado de lá,

E no próximo tempo que chegar
por favor, tempo dos tempos, mais ninguém,
por favor,
mais ninguém levar!

Enquanto isso solta lá uma pinga!
Das boas!
Pois hoje vou comemorar
mais um dengo no meu tempo
mais um amor enraizado,
que o tempo fez por bem preservar !
E eu, dentro do meu tempo,
eternamente amar !


Se por medo
ou por ansiedade
eu deixar de ir,
não se levante ou procure
Não fui sem querer.

O medo tomou conta das coisas
A ansiedade me invandiu
O ser vontade se desmanchou
ao cair da tarde.
Não fui, deixei de ir,
faltei por dever
onde meu medo fala mais alta
e minha consciência pouco
tem a dizer.

Deixei de ir
não por puro acaso
por por total descaso.

Fiquei muito tempo sozinho
e sozinho e pensando
no que fui
e no que deixei de ser.
 
O deixei de ser venceu.

Que posso fazer se não
me locomovo, não medro mais passos
e torta minha vida ficou.
Não tenho mais saídas
e nenhuma entrada.

Passo comum diante das coisas
majestosas. Desconeço-as.E quando as
descubro as perco.

Força do destino me me fez por quer
homem de pouca vontade,
homem lancetado de ansiedades.
Se perdi você foi por acaso,
burilou em minhas mãos
e deixei escapar.

Não faz mal, o tempo vai dizer
No fundo das coisas me mresta vã esperança
De um dia voltar a vê-la e dizer, bem baixinho.
 
Não sou porque quero
não fui porque me perco
Mas amo a flor quem em tô desbrocha
e no milagre de seus olhos
que de todo, me entortam!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 19/05/2006
Código do texto: T158735
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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