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Nada a Declarar

Nada a declarar
Nada,
Nada mesmo,
Já disse que não tenho nada a dizer,
Nem uma vírgula sei sobre isso.

Não adianta insistir
Dessa boca não sairá nada,
Nada que te interesse,
Nada que justifique isto,
Nada que valha a pena...

Por que ainda insiste?
Insiste porque teme,
Teme aquilo que posso dizer,
Teme aquilo que eu fui (ou que ainda sou?)
Teme aquilo que posso fazer com você!

Posso estar aqui mudo e inerte,
E ainda assim vou te oferecer risco,
Você pode até me matar,
Que eu ainda serei lembrado pelos outros...
E isso é arriscado para alguém como você.

Você já fez tudo o que podia pra acabar comigo,
E ainda bem que foi em vão...
Conseguiu me atingir,
Senti-me pequeno e fraco,
Quase igual a você...

Mas hoje levanto novamente minha cabeça,
E ainda vejo você caído,
Um dia serei novamente grande como antes fui
E você...
Quero mais é que você desapareça...

Saia do resto de minha luz
que você injustamente roubou!
Volte para a sua escuridão
que é o lugar de quem é pequeno!
Suma como a poeira no vento!

Ou melhor, continue como está...
Assim poderá ver melhor meu ressurgimento!
Chega desse falso contentamento,
Chega da falsa alegria,
Quero novamente ser grande!

Agora tenho algo a declarar!
Declaro que quero ser feliz!
Seguir minha vida adiante!
Encontrar meu lugar real!
Aquele que mereço!
Jossef
Enviado por Jossef em 20/05/2006
Código do texto: T159278
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Sobre o autor
Jossef
Londrina - Paraná - Brasil, 29 anos
23 textos (3097 leituras)
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Jossef