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No Princípio Foi o Abraço

O princípio
bateu em cores
esfuziantes,
carregadas de flores,
do tamanho do mundo,
do tamanho que a gente
podia abraçar.

No princípio foi a hora.

No início, éramos dois
escondidos em um;
não que a matemática
esteja certa,
mas o amor velejava
por estas águas,
quase áticas !

Depois os minutos se
aprumaram.Se abrumavam
como cotovias sonolentas.

Um dia veio outro dia
e eles não cansam de
passar, como ave afoita
atrás do ninho.

E ninguém é outro dia,
o amanhã não tem dono !

E tudo, de repente,
ficou sem sentido,
não havia lados
para lugar nenhum:
nunca vi algo parecido!

Era o fundo do poço.

Se não conhece a escuridão,
mergulhe neste espécie amor.

Hoje você vive na Vila do Acaso
Eu, sobejo de desventuras,
moro no Morro dos Descasos!

Sou disponível aos ventos,
e o ao aparato da lua cansada.

Dor que buliça o interior
e faz a gente perguntar
de onde veio o senão?

Mas cadê você?
sempre debruçada no átrio!

Mas cadê você?

Sempre perdida nos sonhos
da meia-noite. sem pátria!

Mas cadê você?

De amor amigo
virou amor de verdade;
fui palha
e você só brincava
de fósforos !

E no pricípio foi a hora!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 20/05/2006
Código do texto: T159346
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel