Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Na calada da noite que se diga...

Na calada da noite que se diga
Alvas estrelas, frases notívagas
Partes de um leito desarrumado
Vozes reverberando um ditado
Rebusca a minha sede
O olho translúcido a vagar
Tal o incerto, escondem os beijos
Estação para atos eletrônicos
Miríades cibernéticas, ave Zeus
Maldito fecho de porta-seios
Vagam horas na solidão
Navegam na busca de sonhos
Hirsutos para aplacarem sua sede
No marear de tantas noites
Ao Porto dessa minha Ilha
Sofrega continuidade, novos deuses
Lacunas enxertadas, a outra solidão
Criar outras raízes
Neste quadrante abaixo das Tordesilhas
Ah! o que vira o amor, cá em "Sampa"
Um trem tão cheio, rusgas & odores
Cores da noite, tantos cânticos
O lado sem luz, rege nova balada
Flores & beijos, copos vazios
Amarras em volúpias tardias
Qual peso que se faz ouro
Tantos nautas, apenas uma Ilha
Abarca um coração só e afeito
Que a sereia guarda em sua casa
Velas que se enfronham entre desejos
Feito poste que estanca na calçada
Do livro ainda não escrito
A rede tomando tão parcas palavras
Mirra para a faina latina
Desdobrando outras fronteiras
No seguir a estrela, o pensar vago
Sereia de corpo quente no braços
Afagos tardios da noite de espera
Rotina da manhã, esquecidas entre lençóis
O olhar na calada da noite
Outra que se diga e passa
A Lua e sua estrelas como companhia
Novas frases...

Para os amigos de longe, e tão próximos.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 09/05/2005
Reeditado em 28/10/2008
Código do texto: T15937
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
3231 textos (120254 leituras)
1 e-livros (241 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 01:37)
Peixão