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Dai Vem e Sofro

Sei,
um lastro de luz
bordeia seus olhos
marejados de
amor sem fim,
de inícios inesperados,
de fins ocasionais.

Se vamos, não sei,
não sei nem perguntar
o caminho de ida,
a trilha de volta.

Sei que é toda iluminada
pelo seu corpo,
pelos seus olhos infinitos,
pela luz braveja que
deponta toda manhã
no horizonte de nós dois.

Se vamos, não sei,
se me calo é por medo,
medo que jamais me deixa
conquistar américas.
Se não conquisto, perco.

E a perda é de nós dois,
pois ainda sei que somos um.
Um prá ficar, outro prá ir.
Mas sempre juntos.
De alma, de coração -
devaneios dos incautos -
tenho seu corpo em figurino
de ouro e cravejado de luzes
que polupam do céu para você.

Mas em toda história
que começa,
esta não vai terminar,
como parada final
de bondes.

Esta vai longe.
Dai me calo.
Dai me sofro.
Dai tenho que dizer.
Mas demais tenho que ouvir.

E, no beijo final,
assim, combinamos,
um dia estaremos juntos
no céu de nós dois.

José Kappel
Enviado por José Kappel em 21/05/2006
Código do texto: T159958
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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