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Meu Caminho

Quero você ao
chegar das estações
do ano.
Não importa se flagela
o calor ou a vaidade
do frio.

Quero você assim mesmo,
como agasalho do espírito,
como milagre permanente,
em cada dor que surge,
em que cada vento
que assola o espirito,
em cada rajada
que abate
a solidão.

Discenir já não posso;
falta-me o consenso de clamar,
faltam-me o obreiro
dos milagres,
faltam-me o construtor
das pedras íntimas
que sempre me fez sentir.

Quero você guerreira,
quero você doce, mas
arqueira;
aquela que luta e protege
pelos combalidos,
na terra dos vinténs,
dos caminhantes de
uma pátria onde a bandeira
é a união da solidão,
da faina e da brisa !

Quero você vestida
de vida,
Quero você permeável
de amor,
Quero você consequente
ao meu fugaz, dolorido
e sem esplendores.

E sigo meu caminho,
sob purgações.

Mas sou priviliegiado,
pois tenho cálido amor,
ânsias de milagres,
permanentes mãos,
cuja emergência,
estão sempre perto no
acalanto de minha solidão.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 22/05/2006
Código do texto: T160511
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel