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Arma de Confeiros

Pai, Senhor!
Por onde andam eles?
Os filhos de sempre,
que foram meu cativeiro
pela vida afora,
e agora sumiram
na paisagem do tempo!

Pai!Sumiu,igual feitiço
indolor em meu peito.

Pai! Faz de mim a volta,
sem contornos, e me arruma
sua visão na roda do
altar da vida, pois homem
já sou feito.

Mas a você, não encontro!

E,por mágica de Zeus,
dos apócrifos e desvairados,
me perdi na sombreira
de qualquer porta,
que só leva ao pranto
de saudades.

Pois se sou homem feito
tenho canto de brandura,
tenho bandeira de guerra
e armas de confeitos!

Mas só quero entender,
como não compreender,
não faz mal,
porque todos partiram?

E me inundaram de todo
vazio, de todo sem ninguém,
parte de qualquer coisa
parte do nada!

Pois, Zeus!
Redobra,vigilante!

Amor prá sempre são seus
e
ninguém dá, ninguém fica,
pros abraços meus!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 23/05/2006
Código do texto: T161161
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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