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Quanto tempo passou...

Quanto tempo passou
Para se ler assim
O fogo de tantas mazelas
Algo que se fez Augusto
Para rifar sequelas dos anjos
A vida passa passageira
Naquilo que decanta o corpo
Ávidas como neblinas, ar etrusco
Sem a chamada “pax” que salta
Na fina folha que pintou romano
Algas de outras Ilhas
Arcos que modelam outra “ars”
Passantes de métrica linguagem
Outra fita, gritos possantes
Outra nau dos desesperados
No que baila a noite, líquidos tardios
Doutras terras menos gentis
Mais uma passagem, olhai, é o tempo
Vagados pela areia em farto destino
O que se espaira, luz, beco, uma fumaça.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 10/05/2005
Código do texto: T16156
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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