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Queixa

Queixa

Como detesto teu silêncio
Quando através dele me repeles
Me empurrando do teu mundo
Deixando-me só e  magoada.
Detesto este teu mutismo
Este teu mundo egoísta
Nessa redoma fechado
Ignorando minha presença
Como se tivesse encontrado
Um jeito, uma maneira
Deselegante de dizer-me
 “não preciso de tua ajuda
Tampouco do teu  agrado
Muito menos de você”
Sempre que isso acontece
Sinto pontadas no coração
São espasmos ou abismos
De espinhos em nossa relação.

Quando me  desencorajas
Com este olhar de “deixe-me quieto”,
Me afasto com o peito em brasas
Pareço um  pequeno inseto
Que em pleno vôo perde as asas.
Caiindo no chão da realidade
Que tu me impõem com esse jeito
Como não quero sua piedade
Ajo como quem  não se importa.
Mas de fato sofro dobrado.
De não poder está contigo
Sofrendo quieta a teu lado.

É duro saber que o amor
O mesmo que diviniza
É causa de tanta dor
E com torturas martiriza
O ser mais próximo e amado
Que tudo que almeja agora
É somar nossas duas mágoas
E ter como resultado
Teu sofrimento acabado!

Marilú
Marilu Santana
Enviado por Marilu Santana em 10/05/2005
Reeditado em 20/07/2005
Código do texto: T16186
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Sobre a autora
Marilu Santana
Paulista - Pernambuco - Brasil
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Marilu Santana