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UM QUALQUER POETA

Um poeta não sua. Soa.
Dos demais destoa
Por ser capaz
De olhar para trás.

Desfaz-se do segredo,
Revela o medo
Perpétuo
De tocar a língua
De todas as palavras.

Àspero como sexo à seco,
Rompe o dique
Desconexo,
Translivre,
Lucida o século
Em que vive
Porque nunca viverá
O prego
E sim
O martelo.

O poeta é um beijo.
Põe-se e vai-se,
Fica apenas a marca
Do casco
Que sai do cais
E desaparece no Nunca Mais.

Um poeta não versa sobre economia.
Come o que tem, Tudo,
Farta-se com a falta,
Absurdo,
Releva o relevo,
Põe-se de pé,
Endireita-se,
Desaparece no que parece.

Um qualquer poeta,
Uma qualquer esquina,
Um qualquer diamante,
Uma qualquer usina.




Preto Moreno






















Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 24/05/2006
Código do texto: T162066

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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