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JANELAS DA ALMA

As portas do coração fechadas.
É preciso abrir as janelas da alma,
é preciso trazê-la lavada,
buscar no azul a serenidade e a calma
que o coração, fechado, tirou.
Abrir as janelas da alma,
abrir janelas à alma,
ver a estrada que se abre adiante,
olhar para a vida com os olhos da alma,
de lado, um pouco, o coração amante.
Abrir as janelas da alma
para que não nos pereça o ânimo, a alegria...
Abrir as janelas da alma
deixar entrar a vida
que se pensou perdida um dia.
Abrir as janelas da alma,
reler com olhos novos
os livros antigos.
Abrir as janelas da alma,
rever com olhos novos
os velhos amigos.
Abrir as janelas da alma
para não ver a dor como exclusividade nossa,
ter olhos para enxergar além dela,
além da decepção,
a leveza que, quem sabe, possa
abrir estrada em direção à paz.
Abrir as janelas da alma,
lavar os olhos com gratidão,
limpar a poeira do passado com calma,
sem peso, sem culpa, sem ansiedade.
Saber que nada sabemos,
que o que somos é tudo o que temos.
Abrir as janelas da alma
e libertar o coração.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 10/05/2005
Código do texto: T16238

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154035 leituras)
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Débora Denadai

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