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Poema 0280 - Sou vento


 
Minha alma é um vento correndo pelo campo vazio,
não existem paradas,
os sonhos vêm e vão com ou sem querer,
a terra que voa fica por entre meus cabelos,
continuo como em um galope desesperado.
 
Jamais senti meu corpo perdido,
o mar sente as ondas no seu balanço,
meu coração está parado em uma outra esquina;
em minhas noites, a brisa já não é suave,
sou apenas um vulto invisível entre os mundos.
 
Sou vento que não passa sobre as tempestades,
rompendo de frente, abro alguns caminhos,
meu corpo carece de um amor roubado,
do sabor que o beijo deixa no canto da boca,
talvez depois o destino soprará esperanças.
 
Amanhã devo correr novos campos vazios,
jamais voltarei pelo mesmo caminho,
não julgo o mar, não julgo a terra,
não me condenem por ser vento e paixão,
a massa de um corpo que ousa sonhar.
 
16/05/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 11/05/2005
Código do texto: T16362
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas