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Poema 0283 - Paixão


 
Não sou dono de nada, absolutamente nada,
meu amor não é de minha propriedade,
meu destino vive de mão em mão,
de coração em coração,
seria utopia querer tomar de volta.
 
Nenhuma guerra farei com minha paixão,
não tenho limites para amar,
não vale apaixonar e não fazer amor,
nada vale e nem tem sentido sem loucuras;
as que ficam, se não para sempre, que saciem.
 
Às vezes, precisamos ser injustos, audaciosos,
no amor podemos tudo, até repensar sobre o amor,
nenhum milagre faz a paixão queimar na pele,
se erramos os caminhos, é a razão sem razão,
as loucuras sem medidas que nos fazem sonhar.
 
De tudo que passei em minha muita vida,
nada é mais importante que as paixões que senti,
das noites que deitei sobre corpos quentes,
que repousei em sombras de luzes coloridas,
de tudo ficou minha loucura, a paixão que me resta.
 
Poderia hoje eu querer recobrar minha consciência,
não tentaria, não faz sentido este esforço,
nada levarei deste meu mundo adorável e louco,
importam-me as lembranças, os sonhos, os desejos,
as imagens das bocas que beijei, das mulheres que amei.
 
17/05/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 11/05/2005
Código do texto: T16365
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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