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Alva Relva de Ontem

Pra depois
tá todo mundo deixando
depois, digo eu,
não fiquem reclamando!

Pra depois
não deixe,não,
vem o bicho-papão,
e come os dois
sem senão.

Levo minha vida
na maresia,
sem véu,
vem um mar aqui,
vem areia e vento,
colorindo o céu
turvo de azul.

Tudo manso,
sem carestia!

Mas pra depois,
não deixo não.

É fria de anão,
é pedaço de
depor
na confraria
dos sozinhos,
na bravura
de alguma
infantaria.

Quer fazer
faz agora.
tô aqui,
me chama até
de noves-fora,
mas prá depois
não deixo não:
não da pé!

Não sou área de laser
pra escolher hora
de fazer.

Por isso sou
antônio.
se tiver de comer
a gente come também,
mas prá depois
só deixo a gripe
e as rezas de amém.

E, se sinfrônio
quiser entrar,
que entre também,
lugar pra dar de
comer
não falta não,
aqui,ninguém escapa,
pois pode vir até
disfarçado de
fantasmas de capa,
que a gente se arreda
de medo, de seu suave enredo!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 27/05/2006
Código do texto: T163920
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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