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Insurrectu

Insurrectu
Sandra Ravanini
 
 

Um dia, enquanto o presente dominava a violência
na tempestiva e inconstante passagem do caminho,
onde o arrastão do sentimento em fuga da essência,
criava uma inexistência ébria, afogando no remoinho.


Voei nas asas da angústia buscando a reconstrução,
num vale descolorido que no templo de mim morria;
morri eu, num delírio insano tal o milagre do dobrão,
lutando contra o abraço do cansaço que me vencia.


Naquela ansiedade disfarçada no semblante épico,
como uma estátua tentando congelar o sofrimento,
aguilhoando um grito, traindo a dor do olhar cético,
aniquilando a ilusão, se da compaixão fiz juramento.


Assim, fiz da sina um poente habitando a coroação,
então, ante o halo farejando o pó de minhas pedras;
calo-me! Se é meu o amor nas clareiras da escuridão,
eu dôo a mão à insurreição, e dou adeus e findo a era.
 


18/04/2006
Sandra Ravanini
Enviado por Sandra Ravanini em 27/05/2006
Código do texto: T164257

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Sobre a autora
Sandra Ravanini
Campinas - São Paulo - Brasil, 52 anos
161 textos (7110 leituras)
21 áudios (608 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 14:56)
Sandra Ravanini