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PARA QUE NINGUÉM ME AME

Além de amor
sinto ódio,tenho medo.
As vezes magoo quem a mim nada fez
as vezes torno-me superior
e vejo os outros com frieza
ou qualquer sentimento humano despresível
- corrompo e sou corrompido.

Das inúmeras virtudes que tomo de posse,
poucas me pertencem,
me são naturais
não morrem, passam de minutos
                     segundos...
- culpo o mundo nestes instantes.

E a força vibrante
que todos admiram
não passa de fragilidade,
falsa inocência...

Não sou, enquanto vivo,
alguém confiável:
desconfio.

Nos melhores momentos
passo a vida na tv.
vivo a  vida que nunca me será
mas que os olhos estão fixos
minuciosamente a procura
de algo que me seja útil
qualquer mísera cena
que me surpreenda
que possa copiar:
um ato novo,
uma nova covardia...

Não sei amar
não sei cantar
não sei aprender
ensinar, pintar, encenar
Não sei escrever
ler, absorver

Não toco
não componho
não sou inteligente
não tenho cheiro de bebê
nem sou príncipe.

Sou tão comum quanto coca-cola
sou confuso a meus próprios olhos,
duvido, duvido e duvido.

Um desejo:
Que em meu túmulo
haja mil rosas
vermelhas como sangue
de belas pétalas cheirosas

"VIVEU E DESCOBRIU-SE"

e sete flores
(amarelas e medrosas).
Dio Lenno
Enviado por Dio Lenno em 29/05/2006
Código do texto: T165518

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Sobre o autor
Dio Lenno
Macapá - Amapá - Brasil, 31 anos
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