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Redescobrindo Rosinha

Ontem vi Rosinha, vestida de cor de rosa, penteado de cachos e cheirando mulher.

Rosinha é de boa estirpe: roda a bolsa, mais ainda dorme de sono azul.

É de pobre nascença. É de lápide sua família. Só resta ela de entalhe.

Eu, procuro nela o que nas outras faltam. Encontro e fico quieto. Não conto segredos.

Rosinha é coisa rara. É flor de pérgula. É amante sem enfeite. É de couro ardiz. E na cama é férrea. Arde e chora feito criança. Mas é mulher feita com meigos olhos e faz coisas que só andantes formados em alcovas de ouro, lá conseguem !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 30/05/2006
Código do texto: T165756
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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