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Ninguém

Essa sensibilidade que mata.
Que mede cada palavra
E as sente como cada afago
Ou cada tapa.
Mas sensibilidade tanta
Que só se faz aparente
Porque perdoa cada gesto
E na dor, canta.

Esses sentidos apurados.
Que se vão como folhas
No caminho esquecido,
E nos momentos desejados.
Mas sentimento tanto
Que só se faz presente
Porque arrebata o peito
E na tristeza, sangro.

Essa sensatez que oprime.
Que julga com instinto
Cheia de credibilidade,
Madura e sublime.
Mas sensatez tamanha
Que me encurta os dias,
Me disputa os amigos
E na batalha, ganha.

Esse olhar que denuncia.
Que revela o que sinto
Mas esconde o que minto
E incansável, anuncia.
Mas transparência sem fim
Que vê o tudo e o nada:
Tudo que quero esquecer
E nada viver, por mim.
Maria Clara Dunck
Enviado por Maria Clara Dunck em 31/05/2006
Código do texto: T166726

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Sobre a autora
Maria Clara Dunck
Goiânia - Goiás - Brasil, 30 anos
73 textos (4623 leituras)
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Maria Clara Dunck