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Sol de Janeiro

Se me basto,
também
me calo.

Se falo
é por dizer,
se ouço,
é por dever.

lá perto
de casa passa
a passarinhada.

ouço o canto
da janela,
- que é esperta -
toda se abre
para ouvir.

ficamos
à espera
do canto
sem fanto,
sem manto,
sem antro.

na minha
casa
de roça
é só
ela:
pássaros
que parecem
mesmo elos
em forma
de jasmins.

é só ela,
é so ela
que canta!

Que bela!
me faz de
encanto!

sem prova,
sem verso,
só de canto,
parece flauta
doce,
a peneirar
o ar de todo
amor,
que me faz
fausto,
dono daqui,
e do sol
de janeiro.

José Kappel
Enviado por José Kappel em 01/06/2006
Código do texto: T167146
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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