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Cá deste ouro, corrente!

olha que de belo cá temos
donde se juntam amigos & amigas
feito o vento naquela curva
traz para falar da vida
desta e outras que se principiam
olha, que entre belos e malvistos
vem a fala do coração solerte
rasga o verbo entre malditos
pela sanha que rasga a pele
desta sede que me impele
entre o ter e precisar, sem ser
um alucinado pelo vil metal
olha que a tarde se faz em chuva
pode até ser um raiar de sol
a lágrima da vida decepada
na torrente do ostracismo
mira a verve que te fala adiante
o medo que empala a tez
na gema que vinga o errante
olha tantos poetas distintos
um grito quase noturno
contra a submissão do coturno
tirai a linha para novas canetadas
dos agregados de gabinetes inertes
legalistas das próprias regalias
o ouro que pesa feito farsa
afasta o coração natural e pune
brilharecos e festins pela noite
tantas costas latejam nos açoites...

A estrela da manhã indica o caminho da Ilha...
Correntes que debandam do castelo.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 01/06/2006
Código do texto: T167459
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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