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Desejos de Vida e morte


Quando meu último suspiro
Encontrar na morte o cume
Não terei os restos sepultados,
Posto à sanha de algum verme.

Quando meus olhos piscarem
A triste e mórbida face da morte
Não serei posto em um caixote
Nem meu corpo entregue à sorte.

E se meu corpo magro e fraco
For a razão de minha face pálida
Não quero que em terra fúnebre
Jaza minha pele morta e gélida.

Quero nas sombras do mulungu
Minhas cinzas azuis lançadas
Que seja teu fruto, fruto meu
E suas raízes em mim alimentadas.
Rivelino Matos
Enviado por Rivelino Matos em 01/06/2006
Reeditado em 02/05/2010
Código do texto: T167569

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Sobre o autor
Rivelino Matos
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Rivelino Matos