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Corpo de Tomar

Certas horas,
nas manhãs de julho,
o amor fica desavisado
e entra pela vida afora
sem portas,ameixadas
de puro desalento
e casto pensamento.

Não jogue fora o que
restou
deste castelo
de pedras argilosas,
onde você dorme
o sono de mulher,
e ainda pirilampam
ciscos no céu
que te abençoam.

Não penso em outra coisa,
pois a vida é feita de
um e mais um:
um complexo total!

Se é a matemática não
sei soletrar álgebra
com coisas do coração.

O mundo que você mora
tem pedras luminosas e
preciosas;
da cor do espírito
cor de flor que você é:
curiosa e rodeada de
benfeitorias de amor -
moldada de querências
azul-mesclado -.

E a soma
de vários, soma um,
mesmo se bater zero,
como querem os
incautos deuses proletários
da solidão.

Fico à espera do que vier,
se vier, chega com a vida,
senão cobre de mortalha
estes pensamentos sem
amparo.

E da porta, fico eu.
Aguardo o tal momento,
de você chegar
e dizer:
toma, um dia achei o céu
e trouxe um pouco de sua
brandura prá aliciar, como
óleo mágico, seu corpo sofrido.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 02/06/2006
Reeditado em 02/06/2006
Código do texto: T167795
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel