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Hora Vazia

Agrestes panos
que roçam sua
pele alva.

Rútilas dobras
escarniçadas
de sombras e
medos.

Frágil mesa de
cobre que guarda
o corpo imóvel.

A data,não sei,
o dia, menos,
sei que foi à noite
noite...
dos desesperados.

Quando,de longe,
vi seu corpo
comiserado pelo nada,
acreditei,
por obra da
rotina.

Era você,
viva e morta,
nos braços
de alguém.

Agora, sem mais
abraços,
beijos,
adornos de carinho.

Mas se olhar
para alguma estrela
certamente vai vê-la
certamente...

E com outro sol,
pargeada de homens,
que vêm e vão,
mas não deixam nada,
ou dançam na poeira
da hora vazia.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 02/06/2006
Código do texto: T167805
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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