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PÃ GÊNESE

À oeste, cidade iluminadas.
À leste, mansidões cristalizadas.
Ao norte, mãos límpidas como livros não escritos.
Ao sul, a poesia evita filhos.

Meus cascos,
Minha Pã gênese,
Híbrida flauta,
O que resta de leite
Derramarei em teus seios.

Filho perfeito que sou,
Agora dôo o que dou
Ao reino que estou em cria.

Leste da minha peste,
Sul da minha memória,
Oeste transgredido,
Fosso norte,
Os crocodilos.

Aqui, onde a hora é imortal,
Onde decreto segredos,
Pela gargantilha do pirata
Sei que a ária primata
Esboçará realejos.

Sei que viverei sem meios
Enquanto o homem for o fim.
Aqui, onde a vida afia os dentes,
Naufragarei como quente
Único navio.

Dali, sobrevivido e sussurrado,
Porei poentes, porei os dentes
Na garganta do acaso.


Preto Moreno

Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 02/06/2006
Reeditado em 02/06/2006
Código do texto: T168025

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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