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ATROPELAMENTO DO INSETO (POEMAZEN)

Fui andando
distraidamente
Como se ninguém
me visse
Como se eu não olhasse
ninguém
Como quando dirijo
velozmente
e atropelo
insetos e formigas
involuntariamente

Fui pensando
descompromissadamente
Como se nada
existisse
Como se eu me bastasse
Como se
não precisasse
absorver a paisagem
Como se eu pudesse
evitar a morte
implicitamente

Fui morrendo
espaçadamente
Como se
não percebesse
o dia-a-dia
impreterivelmente
Como se o tempo não existisse
e eu me eximisse de
conscientemente
viver a morte
de cada instante
cotidianamente

Célio Pires

Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 02/06/2006
Reeditado em 02/06/2006
Código do texto: T168221

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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