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Dança do Vago


Era um momento de três tempos,
de três luas absortas
e três saias feitas do
redemoinho de ventos !

Era tempo de antigamente
parente e amigo.


Era doce e fugaz,
tempo que algum dia viveu
entrelaçado entre nós,
sozinho, mas sempre
coberto de luzes.


E como dói os amores
marcados por datas e
folhinhas de padarias!
Elas são, mesmo em papel,
cheiradas à pão e ardidas!

Foram três momentos
em duas vidas,
e um amor
que acabou de ser tanto eterno!

E foi assim,
sob a lua de alguma primavera,
que ninguém esquece mais,
que ela fez as malas e disse
adeus, de bom grado,
para seu mundo,
levando também o meu!

Que duvidem os incautos em paixões!


E mil novecentos passou.
E ela se foi ela.

E eu atônito.
e eu contando o tempo.

Assim, sem sol naquele dia,
ela partiu.

Deixou um recado.
Tão à tôa e tão sentido!

Vago o vago,
e agora basta,
ávaro!

Ela se foi!
Eu, pobre fiquei.
Guardei só uma lembrança
dela:
a saia vermelha
rodopiando no tempo
dos sozinhos!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 04/06/2006
Código do texto: T169079
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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