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Navio de Prata

Serão as mais belas flores
que afugentarão os
navios de pratas
que emborcam nas
águas de espíritos
alentos?

Serão elas que, por
dever e obrigação, estufam
de cor seus olhos e
resplandem de mil luzes
seu coração?

Há pouco que rever neste
álbum tirado ao
relento de uma época
que morreu sozinha,
brutalizada pelo tempo.

Revendo assim,
olhando de soslaio, sem
querer ver,
a gente aprende que padecem
os que esperam.

Mero fruto de um tempo,
sem nome, que de pêssegos
só tem a cor e vai morrer
dentro de si
com o virar do sol
e quando tudo for,
por bem ou por mal,
esquecido
na sombra dos anos.

Viver tem lá suas vantagens;
mas quando se cria
raíz-escura que brota
em feixe de luz e
depois desaparece
em cada alvorecer,
o espírito vai precisar
de revisões no aparato
das guerras que
subjugam nossas mãos.

Se ontem foi ontem
jamais vou voltar
a ser o que era, e hoje
que sou o que sou,
jaais serei o ontem e
sim a prévia das esperas.
 
Ao chegar dos dias,
passo pesado entre a
memória e a vez.
Minha memória busca
no ontem faces
embaraçadas de mortes.

É ai que a gente fica mais
fraco,
obtsuso
e senzala.

Não há como voltar
onde você nunca foi
e não há como avançar
no tempo que está por vir!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 04/06/2006
Código do texto: T169081
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel