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Ah! Desdemonus!

O tempo é meu companheiro
de voltas
em redor
de meu espaço,
às voltas com minhas
coisas tortas.

Se digo isso
desabafo de peito
aberto e escorrido
de choros de mel,
tudo por causa do tempo desfeito.

Ah! Zebedeus de minhas
horas! Afasta-te!

Que faço,enlaço?
Que faço no percalço,
desabo no sábado,
perco a voz,
e tomo lá meio tom
de aguardente da roça?

Essa vida é gosada,
prega na gente a vontade de viver.
Finca tal estaca às
horas de levitar
entre os amados beijos
e doces tâmaras de
abraços.

Engano seu.
Já possuo escola
e sou vesgo de idade.

A vida não é só isso
não,
é mais do que um senão,
que, quem entendê-la,
pode até fazer um sermão - de todo quase
santo - mas de parte,
fazenda de desilusão.

E lá lá vai passando um morto...

Moço bom que coquistou a corte
mas se foi torto.
Benza, Faria,
salta lá a tal pinga
de Desdemonus!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 04/06/2006
Código do texto: T169085
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel