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Caixa de Pó

Fui de terra em terra,
à procura
do que restou dela.
Trancos foram
deixados como marcas
de amargura.

Percorri lendas
e desatei histórias,
falei com homens árduos
e mulheres calejadas.

Harpão
de feixos de luzes,
me tomaram
em gritos
de desabor
ao saber dela,
que muito pouco
era.

Havia vivido
ali,
bem próximo,
do carmim e trouxa,
na barraca dos
desmemoriados.

Ela partiu de minha
vida para outra;
Paciência!
Ilhargas de vau !
Caixa vazia de pó!
Zomeus! Corebus!
Onde adormecem
minha ilha, minha princesa,
de vestido largo e azul?

Voltei sozinho
sem par de andar!
Vivo sozinho
sem modelo de amar !

José Kappel
Enviado por José Kappel em 04/06/2006
Código do texto: T169090
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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